Nada como uma boa História para entrar o Ano Novo...
O Camponês Astrólogo - um Conto Italiano
O Camponês Astrólogo - um Conto Italiano
Um dia, um rei perdeu um anel precioso. Procurou, procurou, e nada. Então, mandou avisar a todo o povo que, se um astrólogo descobrisse onde estava o seu anel, ele o faria rico para o resto da vida.
Ora, um camponês muito pobre, chamado Camará, que não sabia ler nem escrever, ouviu o aviso e pensou:
"Será difícil me passar por astrólogo? Pois eu vou tentar... "
E lá se foi o camponês para o palácio, se apresentando ao rei como Astro, o Astrólogo. O rei acreditou que o rapaz fosse mesmo um sábio e mandou que ele ficasse trancado em um quarto para estudar. Nesse quarto havia apenas uma cama e uma mesa com um grande livro de astrologia, papel e caneta.
Camará sentou-se à mesa e começou a mexer no livro para trás e para frente sem entender nada, fazendo desenhos no papel com sua caneta. Como não sabia escrever, fazia garranchos estranhíssimos, e os criados que entravam para trazer-lhe comida pensaram que ele era um grande sábio.
Acontece que tinham sido exatamente esses criados que haviam roubado o anel do rei. Toda a vez que eles entravam no quarto, Camará os olhava com um ar de grande autoridade, para fingir que era muito importante e sabido. Os criados, que estavam com a consciência pesada de tanta culpa, achavam que o camponês-astrólogo suspeitava deles. Começaram a ficar com medo de ser descobertos, e passaram a ser cada vez mais gentis com o rapaz:
"Sim, senhor Astrólogo, é só pedir, senhor Astrólogo!" - eles diziam, sem parar.
Camará, que não era astrólogo mas era bem esperto, pensou logo que aqueles criados deviam saber algo sobre o tal anel. E resolveu fazer-lhes uma armadilha.
Um dia, na hora em que eles normalmente lhe traziam a comida, se escondeu sob a cama. O primeiro criado entrou e não viu ninguém. Escondido embaixo da cama, Camará gritou:
"E um!" - o criado largou o prato e fugiu morrendo de medo.
Entrou o segundo servo, e ouviu aquela voz que parecia vir das profundezas da terra:
"E dois!"
E saiu correndo também.
Entrou o terceiro criado e a voz disse:
"E três!"
Os servos se reuniram para conversar:
"Agora já fomos descobertos. Se o astrólogo nos acusa, seremos mortos pelo rei!"
Assim, resolveram ir até Camará para confessar o que haviam feito.
"Nós somos pobres" - disseram - "e se o senhor disser ao rei o que descobriu, estaremos perdidos. Aqui está uma bolsa de ouro: por favor, não nos acuse!"
Camará pegou a bolsa e disse:
"Não se preocupem, não os acusarei, mas façam o que eu digo. Peguem o anel e façam com que aquele peru que está lá embaixo, no pátio, o engula. Depois, deixem comigo."
No dia seguinte, Camará se apresentou ao rei e disse que, após todo aquele estudo, já podia dizer onde estava o anel.
"E onde está?" - perguntou o rei.
"Foi engolido por um peru" - disse o camponês.
Mandaram matar o peru e, de fato, lá dentro, estava o anel. O rei cobriu o astrólogo de riquezas e ofereceu-lhe um almoço com todos os duques, barões e condes do reino.
Entre as delícias do banquete, havia um prato de camarões, oferecido por um rei de um reino distante. Ora, naquela região não havia camarões, e aquela era a primeira vez que os convidados viam aqueles estranhos animais do mar.
"Você, que é um astrólogo" - disse o rei ao camponês - "deve saber o nome desses animais."
O pobre Camará, que jamais em toda a sua vida havia visto bichos mais esquisitos, e que não fazia a menor idéia de como eles se chamavam, disse baixinho para si mesmo:
"Camará, Camará, você se deu mal..."
"Bravo!" - disse o rei, que não sabia o nome verdadeiro do camponês. Você descobriu! O nome do animal é camarão! Você é o melhor astrólogo do mundo!
Fonte : Mingau Digital
Ora, um camponês muito pobre, chamado Camará, que não sabia ler nem escrever, ouviu o aviso e pensou:
"Será difícil me passar por astrólogo? Pois eu vou tentar... "
E lá se foi o camponês para o palácio, se apresentando ao rei como Astro, o Astrólogo. O rei acreditou que o rapaz fosse mesmo um sábio e mandou que ele ficasse trancado em um quarto para estudar. Nesse quarto havia apenas uma cama e uma mesa com um grande livro de astrologia, papel e caneta.
Camará sentou-se à mesa e começou a mexer no livro para trás e para frente sem entender nada, fazendo desenhos no papel com sua caneta. Como não sabia escrever, fazia garranchos estranhíssimos, e os criados que entravam para trazer-lhe comida pensaram que ele era um grande sábio.
Acontece que tinham sido exatamente esses criados que haviam roubado o anel do rei. Toda a vez que eles entravam no quarto, Camará os olhava com um ar de grande autoridade, para fingir que era muito importante e sabido. Os criados, que estavam com a consciência pesada de tanta culpa, achavam que o camponês-astrólogo suspeitava deles. Começaram a ficar com medo de ser descobertos, e passaram a ser cada vez mais gentis com o rapaz:
"Sim, senhor Astrólogo, é só pedir, senhor Astrólogo!" - eles diziam, sem parar.
Camará, que não era astrólogo mas era bem esperto, pensou logo que aqueles criados deviam saber algo sobre o tal anel. E resolveu fazer-lhes uma armadilha.
Um dia, na hora em que eles normalmente lhe traziam a comida, se escondeu sob a cama. O primeiro criado entrou e não viu ninguém. Escondido embaixo da cama, Camará gritou:
"E um!" - o criado largou o prato e fugiu morrendo de medo.
Entrou o segundo servo, e ouviu aquela voz que parecia vir das profundezas da terra:
"E dois!"
E saiu correndo também.
Entrou o terceiro criado e a voz disse:
"E três!"
Os servos se reuniram para conversar:
"Agora já fomos descobertos. Se o astrólogo nos acusa, seremos mortos pelo rei!"
Assim, resolveram ir até Camará para confessar o que haviam feito.
"Nós somos pobres" - disseram - "e se o senhor disser ao rei o que descobriu, estaremos perdidos. Aqui está uma bolsa de ouro: por favor, não nos acuse!"
Camará pegou a bolsa e disse:
"Não se preocupem, não os acusarei, mas façam o que eu digo. Peguem o anel e façam com que aquele peru que está lá embaixo, no pátio, o engula. Depois, deixem comigo."
No dia seguinte, Camará se apresentou ao rei e disse que, após todo aquele estudo, já podia dizer onde estava o anel.
"E onde está?" - perguntou o rei.
"Foi engolido por um peru" - disse o camponês.
Mandaram matar o peru e, de fato, lá dentro, estava o anel. O rei cobriu o astrólogo de riquezas e ofereceu-lhe um almoço com todos os duques, barões e condes do reino.
Entre as delícias do banquete, havia um prato de camarões, oferecido por um rei de um reino distante. Ora, naquela região não havia camarões, e aquela era a primeira vez que os convidados viam aqueles estranhos animais do mar.
"Você, que é um astrólogo" - disse o rei ao camponês - "deve saber o nome desses animais."
O pobre Camará, que jamais em toda a sua vida havia visto bichos mais esquisitos, e que não fazia a menor idéia de como eles se chamavam, disse baixinho para si mesmo:
"Camará, Camará, você se deu mal..."
"Bravo!" - disse o rei, que não sabia o nome verdadeiro do camponês. Você descobriu! O nome do animal é camarão! Você é o melhor astrólogo do mundo!
Fonte : Mingau Digital
Aproveitamos para lembrar que estamos em férias e que...
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